Ladies

Pra ser pontual

argh (3) bla (13) bla. (15) citação (3) conto (32) crítica (5) diário (10) débil (9) espanhol (1) etc (1) filmes (1) filosofia (2) fotografia (1) imagem (1) inglês (1) joyce (1) letras (2) madrugada. (1) mari (50) mel (141) mel. (4) memória coletiva (1) mudança (1) música (4) poema (99) poema. (2) prosa (18) que? (2) resenha (2) sóbrio (2) trechos (4) vídeos (3) what? (5)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Dublin(enses)

Dublinenses é como uma grande colcha de retalhos: formado por quinze narrações rápidas (a grande maioria delas é composta por um máximo de cinco páginas), o livro inicia-se pela dissertação da visão de crianças acerca de situações variadas, seguindo-se progressivamente para o relato de jovens e, mais ao fim, de indivíduos maduros. Essa colcha é Dublin, capital Irlandesa, que recebe por Joyce uma possibilidade de caracterização, descrição, narração, formação, quem sabe, de uma certa identidade subjetivista. Há como manter certa distância dos contos, a meu ver é o efeito que Joyce quer alcançar, pois de fato os personagens não são profundamente explorados ou analisados: cada um deles apresenta momento catártico, espécie de iluminação súbita - Satori de Kerouac? - e devemos nos contentar com estas descrições puramente. Ao fim, de fragmento em fragmento, teremos o grande conjunto de Dublin, seu parecer em unidade, quem sabe o introdutor perfeito à obra do elegante Joyce. 

(esse é meu primeiro livro dos seus, portanto, ainda não é meu irlandês favorito - nesta cadeira Wilde senta-se confortável e tranquilamente.)

1 observações:

  1. Já li os Dublinenses há tanto tempo que pouco me recordo.

    BOM NATAL

    ResponderExcluir