Pra ser pontual
argh
(3)
bla
(13)
bla.
(15)
citação
(3)
conto
(32)
crítica
(5)
diário
(10)
débil
(9)
espanhol
(1)
etc
(1)
filmes
(1)
filosofia
(2)
fotografia
(1)
imagem
(1)
inglês
(1)
joyce
(1)
letras
(2)
madrugada.
(1)
mari
(50)
mel
(141)
mel.
(4)
memória coletiva
(1)
mudança
(1)
música
(4)
poema
(99)
poema.
(2)
prosa
(18)
que?
(2)
resenha
(2)
sóbrio
(2)
trechos
(4)
vídeos
(3)
what?
(5)
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Morte em Veneza
Qualquer um que tenha lido a obra de Mann a partir de uma ótica homossexual apresentou sobre o texto uma leitura deveras empobrecida. Desconsiderando o gênero das personagens envolvidas, Aschenbach está apaixonado mais do que por um corpo ou por uma instanciação, pelo próprio ideal de beleza, que escolheu o jovem Tadzio para residir. Mann faz lindas descrições da cidade e do mar, ao mesmo tempo em que vemos a total degradação da personagem central a medida que corre a narrativa. Temos aí uma ótima novela, extremamente embebida por ideais platonistas, extremamente apaixonada pelo clima das ruas e línguas européias, e que retrata muito bem a busca artística por um universal de beleza que está para além dos particulares e da sensibilidade das formas mundanas.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Mais um livro para este graduado em Letras inculto ler pela primeira vez!
ResponderExcluir"Seus olhos envolveram a nobre figura à beira do azul e, em êxtase entusiasta, ele acreditou, com esse olhar, compreender o belo em si, a forma como pensamento divino, a única e pura perfeição que vive no espírito e da qual uma imagem e alegoria humana aqui estava erguida, leve e graciosa, para adoração. Isto é embriaguez; e , sem hesitação, avaro mesmo, o artista envelhecido recebeu-a calorosamente."
ResponderExcluirÉ um dos textos mais belos que já li. Tenho um apreço bem particular por ele. A sua crítica faz muito sentido, não se restringe uma obra (com tamanhas qualidades estéticas) ao gênero de seus personagens.
Um abraço,
Vanessa.