Ladies

Pra ser pontual

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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Minhas unhas não existem mais. Sempre tenho a mão um guardanapo no qual possa descontar minha ansiedade que nasce não sei de onde. Quando não as pernas: movem-se freneticamente de cima a baixo, como se pudessem assim relaxar a mente. Há em mim uma agonia que não sei explicar. Se me perguntarem se ando preocupada com qualquer coisa, direi prontamente que não. E de fato não estou. As coisas se encaixaram, não tenho lá muito do que reclamar. Ainda assim, sou consumida por uma ânsia, preciso descontar em pequenas atitudes cotidianas uma inquietude interna. Preciso também passar uma imagem de serenidade... Há tempos não sei mais o que é se concentrar. Digo, consigo permanecer numa ação por um tempo cronometrado. E por mais que goste, eu acabo achando outras coisas pelo caminho, que me parecem tão mais interessantes... E assim eu sigo realizando tarefas pela metade, começando projetos novos antes mesmo de finalizar os iniciais. Será isso um excesso de idéias que não podem esperar para serem exprimidas? Ou será isso um vazio tremendo destas, que só me permite tecer percepções incabas e superficiais da realidade? 

2 observações:

  1. Ou será, talvez, uma concentração de ideias num mesmo ponto, extremamente denso, que explodirá num Big Bang de versos, parágrafos, imagens, vozes?

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  2. Acho muito curioso quando encontro inquietações parecidas com as que tive em determinado momento. Seu texto me lembra muito um trecho que escrevi quando passei por algo parecido. Espero que sua ansiedade (?) não prejudique a produção, mas inspire.

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