O real se apresenta como pedra que ainda não foi lapidada e o artista colhe essa pedra crua para transformá-la a seu bel prazer. Concede-lhe linhas ou pinceladas, usando a linguagem que melhor domar, e a beleza da arte consiste em sua eternidade e capacidade de divulgação. O artista, nesse sentido, precisa largar seu egoísmo e compartilhar a beleza que vê. Seu olhar vaga por belezas subjetivas, e isso cria artistas diferentes, artistas com olhares variados. Mais vale a beleza eternizada na arte ou a beleza fugaz da própria realidade? É disso que trata Poe em “O Retrato Oval” e que se consolida em Wilde, com “O Retrato de Dorian Gray”, duas narrativas monstruosamente belas...
P.S.: pode funcionar como consideração ou apenas como recomendação... de qualquer forma, achei importante levantar a questão em forma de texto.
Po, boa dica, O Retrato Oval ainda não tinha lido... =D
ResponderExcluirLerei O Retrato Oval, pela primeira vez, também.
ResponderExcluir