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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

reflexão de banheiro público


Curioso é perceber o poder de uma pequena escolha. Suas projeções para o futuro, suas infinitas possibilidades de arrumação (Efeito borboleta?). Esse ano precisei fazer muitas delas, mudando de opinião muitas vezes, inclusive. Se agora tenho certeza de que escolhi a melhor dentre elas? Não, apenas escolhi, e esse é o ponto mais sacana da vida. Não há base de comparação para sabermos se foi a melhor decisão. Apenas sabemos que foi, e esperaremos para saber no que implicará. A grande chave talvez seja se arrepender menos. Ou perceber que ainda há chance de mudar com novas escolhas no caso de uma insatisfação, por mais tortuoso que tenha sido o caminho ou por mais radical que possa se tornar uma nova mudança. Mudar nunca é fácil, acho que sempre é doloroso. Mas mudar é apenas mudar, sem dicotomias, sem certo ou errado, sem melhor nem pior. Mudar e fazer escolhas são o que são em suas pequeninas, sacanas e distintas essências.

1 observações:

  1. Complementando Carl Marx e Friedrich Engels, tudo que é sólido desmancha no ar, exceto onde pisamos. Assim, as escolhas que prescindimos simplesmente nunca foram, não são e não serão. E nós seguimos naquele caminho, além das brumas.

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