sábado, 7 de novembro de 2009

Pranto

Encantada aquela menina

e seu vestido de flor

rodava cantarolando as canções

de amor dos prantos alheios... 

Entretanto, seu próprio pranto

não conhecia.

Por isso ria dos desgraçados nas ruas.

E em suas peles frias, resplandecia

as carnes cruas de abandono...

Oh, doce inocência!

Serás em breve arrancada de

sua terna efervescência?

Pois a minha, a nossa, foi-se

há tanto! E não sobrou mais

pranto, pois o sol secou

as lágrimas de sal

que o amor nos ofertou.