Encantada aquela menina
e seu vestido de flor
rodava cantarolando as canções
de amor dos prantos alheios...
Entretanto, seu próprio pranto
não conhecia.
Por isso ria dos desgraçados nas ruas.
E em suas peles frias, resplandecia
as carnes cruas de abandono...
Oh, doce inocência!
Serás em breve arrancada de
sua terna efervescência?
Pois a minha, a nossa, foi-se
há tanto! E não sobrou mais
pranto, pois o sol secou
as lágrimas de sal
que o amor nos ofertou.
2 comentários:
Sentido e belo!
mel álvares de azevedo.
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